terça-feira, 20 de dezembro de 2011

60 anos depois, Dalton Trumbo é reconhecido como vencedor do Oscar por "Roman Holiday"

Os créditos do filme "Roman Holiday" (BR: A Princesa e o Plebeu) de 1953, clássico que lançou Audrey Hepburn ao estrelato e venceu três prêmios da Academia, inclusive o Oscar de Melhor Roteiro, finalmente incluirão o nome do seu verdadeiro autor: o roteirista Dalton Trumbo, morto em 1976. A Associação de Roteiristas de Hollywood (WGA) reconheceu o trabalho do profissional, que usou um testa de ferro para assinar o texto, devido à perseguição política que sofreu a partir do final dos anos 1940. Trumbo era um dos roteiristas proibidos de trabalhar em Hollywood na Era McCarthy.
Durante a Guerra Fria, o Senador Joseph McCarthy criou uma comissão para investigar a infiltração comunista em Hollywood, que deu origem à nefasta "blacklist" (lista negra) com nomes de artistas supostamente ligados ao comunismo. Quem tinha seu nome na lista era sumariamente demitido dos estúdios e não poderia ser contratado novamente. Trumbo foi uma das vítimas por se negar a testemunhar e delatar colegas que estariam envolvidos com o partido comunista, chegando a ser preso em 1950.
No ano passado, os filhos de Hunter (o testa de ferro) e Trumbo (o autor original) se juntaram para reivindicar a inclusão do nome do roteirista no crédito de "A Princesa e o Plebeu", o que gerou uma investigação por parte  da Associação de Roteiristas de Hollywood "não podemos apagar os erros do passado, mas podemos repará-los e prometer não mais ceder ao poder do medo e ao impulso da censura, ainda que essa promessa seja apenas uma esperança. No final, podemos dar crédito a quem é devido", disse o presidente da Associação, Chris Keyser, em comunicado de imprensa.
Dalton Trumbo (esquerda) e cena do filme "Roman Holiday" (direita).

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